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Sexta-feira, 23.01.09

                                    


Cântico a Israel


 

Tu, que guardas e cultivas a memória dos teus mortos

em museus e mausuléus

 

Tu, que guardas e cultivas a memória dos teus mortos

vítimas das maiores atrocidades

 

também tu matas e destróis

espalhas a morte pelos teus irmãos

e deixas em ruínas a sua terra poética

 

Nós não esqueceremos os mortos de Gaza...

 

Os mortos teus irmãos que deixaste para trás

sob escombros

 

Nós não esqueceremos os mortos de Gaza...

 

Tu, Geração Mecânica no poder,

que não consegues ver a Luz

mas apenas Trevas

 

os teus dentes metálicos tudo trituram

vida, afectos, esperança...

 

Nós não esqueceremos os mortos de Gaza...

 

Um dia será uma simples areia

a provocar um curto-circuito

na tua máquina infernal

 

Uma simples areia

que pode até ser uma ideia

uma ideia tão simples que todos receberão como sua

 

ou uma ideia musical

em forma de sinfonia

 

ou até um simples poema

 

Nós não esqueceremos os mortos de Gaza...

 

Uma nova geração

uma nova consciência

 

e será por um fio

porque a escolha entre a Vida e a Morte

não se pode eternizar

 

Nós não esqueceremos os mortos de Gaza...




 

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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 10:24

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Quarta-feira, 21.01.09


Ah, Palestina, Palestina...

abençoada pela poesia

martirizada pela violência...

 

Os teus gritos ainda ecoam

em todos os recantos da minha alma

esses olhos imensos das crianças

agora sob escombros...

sob escombros...

 

De que lógica se serve

o psicopata do poder

para destruir a maior criação de todas?

 

Os seus passos implacáveis, mecânicos e brutais

ainda ressoam sobre a tua terra poética

marcham ainda

como lhes marcharam em cima um dia

outros bárbaros

Repetem a mesma história doentia

e nem disso têm consciência...

A sua trágica história

levou-os a fixar-se nessa engrenagem terrível

em que foi vítima e agora é agressor

e assim se deixou enredar

na terrível lógica da destruição.

 

Mas não é pelos foguetes teleguiados, aéreos e mortíferos

nem pela mesma lógica da violência

que o bárbaro verá a sua ruína.

Ele ainda não sabe

mas já traz a sua ruína a roer-lhe a alma.

A sua própria destruição

já mora dentro de si.

 

Ah, Palestina, Palestina...

a tua força é a tua poesia

e não apenas a dos livros,

a da vida.

 

A poesia é muito mais forte

porque traz a vida consigo

um fio condutor

do princípio dos tempos até ao gesto mais simples,

traz a vida consigo

no olhar imenso das crianças.

A poesia permanece

na terra, na tua terra amada,

e na tua alma poética

para sempre.

 

Nada pode destruir a poesia viva

que te inspira a continuar

Nada pode destruir a poesia viva

que une a nossa alma universal

Nada pode destruir a poesia viva

do amor que tudo cria e tudo envolve

Nada pode destruir a poesia viva

do teu nome Palestina...

Palestina...




 

 

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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 12:09

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Sexta-feira, 16.01.09


Habito um lugar poético

que a lua parece amar

 

Ah, quando a lua nasce em Coimbra

é outra lua

diferente de qualquer lua

em qualquer outro lugar

 

 

 

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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 17:48








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